O que ocorre quando a comunidade escolar e a comunidade universitária se reúne para repensar o lugar das mulheres na ciência? No passado 24 de julho, essa pergunta marcou o início da edição 2025 da iniciativa “Científicas”, organizada pela Faculdade de Química e Biologia da Universidade de Santiago do Chile em conjunto com o Consórcio Science Up.
Um ciclo de palestras e experiências voltadas para escolares, que convida a redescobrir a ciência através de uma perspectiva de gênero e impulsionar novas vocações desde a diversidade.
“Este ano novamente retomamos essa iniciativa desde nossa faculdade, com o apoio do Eixo de Liderança e Participação Feminina (LPF) do Consórcio Science Up. Através de diferentes atividades, queremos ressaltar o papel da mulher nas ciências e convidar a toda a comunidade da Usach a participar deste ciclo, que vai se estender durante o segundo semestre”, destacou o Dr. Fernando Ortiz Cisternas, diretor de Vinculação com o Meio da Faculdade de Química e Biologia da Usach.
Nesta instância inicial, os e as assistentes foram estudantes do Colégio Alexander Fleming de Las Condes, visita gerida por sua professora de Química e Ciências Naturais, Claudia Pizarro, graduada do Mestrado em Química da Usach.
“A finalidade é que vivam a experiência universitária e se aproximem do que é ser um ou uma cientista. Buscamos potenciar suas habilidades, não só desde a área científica, mas também desde a área social”, expressou a professora.
Esse dia foi também um espaço de reflexão. O Eixo de Liderança e Participação Feminina ofereceu uma palestra ministrada por Karina Ruiz Arriagada, na qual convidou às e aos participantes a analisar suas experiências diárias e detectar costumes associados ao viés que estão naturalizados, compartilhando com a audiência ferramentas para que possam ter a oportunidade de se transformar nos agentes de mudança.
“Acreditamos que essas instâncias são fundamentais para motivar mais mulheres a se interessarem na área de STEM. Essas atividades nos permitem refletir sobre atitudes que, sem nos darmos conta, podem limitar a participação de algumas pessoas na sala de aula. Fomentar espaços mais justos e respeitosos também é parte da mudança que queremos impulsionar”, expressou a profissional do LPF-Usach.
