Especialista em Didática da Matemática expôs em renomada conferência internacional na Coreia do Sul

A acadêmica do Departamento de Matemática e Ciência da Computação, a Dra. Claudia Vargas, apresentou seu trabalho de pesquisa “Matematical Anxiety of Chilean Students from a Tecnhical-vocational High Schools” no Topic Study Group 7, realizado na Universidade Nacional de Seul.

uma pessoa faz equações e problemas matemáticos em um quadro transparente. No fundo, há algumas plantas.

Do 18 ao 22 de julho de 2025 foi realizada a 9° Conferência Regional do ICMI-Ásia Oriental sobre Educação Matemática na Coreia do Sul, evento do conhecimento que teve a participação da Dra. Claudia Vargas Díaz, da Faculdade de Ciência de nossa Universidade.

Organizado por pesquisadoras de grande trajetória da Sociedade Coreana de Educação Matemática (KSME, por sua sigla em inglês) e a Sociedade Coreana de Estudos Educativos em Matemáticas (KSESM, por sua sigla em inglês), o tema principal do fórum internacional abordou a essência da educação matemática na era da transformação digital.

“Minha pesquisa, que tem recebido o apoio da Direção de Pesquisa Científica e Tecnológica (Dicyt-Usach,  por sua sigla em espanhol), junto ao projeto de Criação da Rede de Museu-Escola, e o convite do Dr. Wee Tiong Seah, aborda a ansiedade matemática num Liceu Técnico Profissional da Região do Maule, inquietude ou estresse que é demonstrado na alta preocupação dos estudantes pelas dificuldades ao aprender matemáticas”, destacou a Dra. Vargas.      

A exploração científica busca identificar as causas para adotar algumas medidas, logo de confirmar a ansiedade matemática como um fator crítico no desempenho, comparável ao nível socioeconômico, mas com a possibilidade de ser intervenido no sistema escolar,

“É importante trabalhar em isso, não só porque o Chile é o país que apresenta um dos mais altos níveis de ansiedade matemática, senão que também, pelas repercussões que tem nas trajetórias profissionais dos jovens que muitas vezes evitam carreiras relacionadas com essa importante disciplina”, assegurou a acadêmica.

A pesquisa, que enfrenta a sensação de tensão ou medo que interfere com o desempenho matemático das e dos estudantes, recebeu observações muito boas do mundo científico internacional. Essas ideias ampliam o quadro de trabalho, sobretudo no aprofundamento de aspectos relacionados com a autoeficácia matemática, mas com estudos mais qualitativos, e a sua vez, projetar mais experiências de pesquisa no desenvolvimento do Projeto de Criação da Rede Museu-Escola para abordar a ansiedade matemática.  

“Uma coisa positiva da experiência na Coreia do Sul, é que esta semana continuamos em contato com colegas de meu grupo do Brasil GPIMEM (Grupo de Pesquisa em Informática, outras Mídias e Educação Matemática) e vários conjuntos de pesquisadoras e pesquisadores da Ásia que estão participando no PME, o que fortalece enormemente os vínculos internacionais em pesquisa tanto do Departamento de Matemáticas e Ciência da Computação, como da própria Universidade de Santiago do Chile”, concluiu.

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